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Deep Blue Azores Diving Center

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Parque arqueológico como ponto de interesse para mergulho

 “Lidador” Naufrágio do sec. XIX 1878

 Também conhecido como "naufrágio do barco do sal", atualmente constitui-se em sítio arqueológico integrante do Parque Arqueológico Subaquático da Baía de Angra do Heroísmo, situado a uma profundidade entre os 5 e os 8.5 metros

O acesso aos restos é feito a partir de barco ou da costa, geralmente pelo porto do Clube Náutico de Angra do Heroísmo, sendo um mergulho classificado como fácil, para observação de espécies.


 

História

Embarcação característica da época de transição entre os navios a vela e os a vapor, foi construído nos estaleiros William Walker & Co., em Londres, em 1873. Batizado como "Lidador", foi inspecionado, para fins de obtenção do seguro marítimo, em Cardiff, no País de Gales, onde também foram testadas as suas correntes e âncoras. Entrou então ao serviço da Empresa Transatlântica de Navegação, ficando registado no porto do Rio de Janeiro. Fazia a rota Portugal-Brasil, com escala nos Açores, transportando passageiros e carga em geral.

Com 78,67 metros de comprimento, possuía quatro compartimentos internos, dois conveses e tinha 1208 toneladas registadas de arqueação. De propulsão mista - à vela e a vapor -, o seu único hélice era propulsionado por um motor a vapor de 140 cavalos de potência, construído por J. Penn & Son, de Londres. Tinha dois mastrosː um mastro do traquete com quatro panos (estai do traquete, vela do traquete, velacho e joanete de proa), e um mastro grande com três (estai do grande, gavetope e vela grande).

Ao final de janeiro de 1878 o "Lidador", sob o comando do capitão da marinha mercante Augusto Borges Cabral, natural da ilha de Santa Maria, aportou à Horta, na ilha do Faial, onde embarcou emigrantes e passageiros faialenses com destino ao Brasil, e prosseguiu viagem rumo à ilha Terceira, na que seria a sua última escala.

Ao chegar à vista de Angra do Heroísmo, lançou âncora fora das fortalezas da cidade, ou seja, no exterior do alinhamento formado pela ponta de Santo António, no Monte Brasil, e o Forte de São Sebastião. No porto encontravam-se três embarcações de madeira, à vela, a saber: o patacho "Angrense", o patacho "Jane Wheaton" e o lugre "Zebrina", estes últimos de bandeira britânica.

Com o "Lidador" ancorado, as lanchas do porto deram inicio ao serviço da estiva. Ao anoitecer do dia 6 de fevereiro, já com as operações de embarque quase à metade, o vento começou a soprar com intensidade crescente e rodou para o sul. Pouco mais tarde passou a soprar de sueste, materializando-se o temido vento conhecido localmente como "carpinteiro".

Sob forte pressão do temporal súbito, o Lidador recorreu à sua máquina e iniciou o levantamento da âncora, visando alcançar o mar aberto. Entretanto, possivelmente devido à precipitação, a sua equipagem deixou descair a âncora, não conseguindo voltar a recolhê-la atempadamente. A embarcação, com a máquina a vapor a trabalhar a toda a força, girou em torno da sua amarração vindo a embater - já a 7 de fevereiro - no recife submerso que se estende a partir da ponta do Forte de São Sebastião por mais de duzentos metros.

A colisão provocou um rombo no casco da embarcação e a consequente submersão da máquina. A caldeira, subitamente inundada, explodiu. Impotente para manobrar, a embarcação flutuou para oeste vindo a colidir com o "Jane Wheaton", a quem quebrou o mastro do gurupés, vindo a naufragar em paralelo ao cais da Figueirinha, a não mais de cinquenta metros de distância da costa.

Os náufragos, em pânico, foram evacuados pelos botes dos demais navios ancorados na baía e pelas lanchas da cidade. A carga e as bagagens dos passageiros e tripulantes tiveram destino diferente: as divergências suscitadas entre o representante da agência da Empresa Transatlântica de Navegação e o Consulado Brasileiro deram azo a que nada se fizesse acerca do material que ainda se encontrava por salvar e que acabou por afundar com o navio desconhecendo-se do que se compunha.

Visando minorar a delicada situação dos náufragos, o prelado da diocese de Angra do Heroísmo abriu uma subscrição pública para auxiliar as vítimas e João de Bettencourt de Vasconcellos Correia e Ávila acolheu, na sua própria casa, oito homens e dezanove mulheres. Se este ato do visconde de Bettencourt foi bem visto aos olhos da população à época, o mesmo não se registou com relação a António da Fonseca Carvão Paim da Câmara, barão do Ramalho, então Governador civil do Distrito de Angra do Heroísmo, que nada fez pelos náufragos.

O sítio arqueológico e de mergulho

Baía de Angra do Heroísmoː vista do local do afundamento do "Lidador".

O sítio arqueológico foi localizado e identificado em 1995, em fundo formado por pequenas rochas e areia, a nove metros de profundidade. Os restos da embarcação encontram-se esmagados e fragmentados, com os bordos quebrados e a popa torcida para estibordo. O veio de transmissão e o seu local de passagem são visíveis por entre as pedras de lastro na parte posterior. Pode-se ainda observar um aglomerado formado por tubos e placas de ferro encurvadas, assim como os restos da caldeira.

Surpreendentemente para os estudiosos, o seu porão de vante transportava volumosa quantidade de lastro de pedra, prática antiquada num navio então relativamente moderno, já que à época a utilização de lastro de ferro, cimento ou chumbo liberava mais espaço para carga nos porões.

Cemiterio das ancoras

O chamado Cemitério das Âncoras localiza-se no fundo da baía de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, nos Açores. Constitui-se num sítio arqueológico subaquático, inserido no âmbito do Parque Arqueológico Subaquático da Baía de Angra do Heroísmo.

Características

Os seus limites estendem-se desde o Forte de São Benedicto até à ponta do Farol do Monte Brasil, sensivelmente a meio percurso da vertente Este do Monte Brasil, diante da segunda torre da muralha de protecção do referido monte, por cerca de 500 metros. A profundidade a que os artefactos se encontram varia da cota de 22 metros numa zona de pedras, até alcançar os 32 metros de profundidade, numa zona de areia.

 

O acesso deve ser feito necessariamente de barco e o grau de dificuldade do mergulho é classificado como "médio", tendo em vista a profundidade. Embora não seja um local de correntes marítimas fortes, situa-se dentro da zona portuária do Porto das Pipas e, portanto, próximo a movimento de embarcações.

 

No local é possível observar uma grande variedade de tipologias de âncoras cujos estilos se estendem desde o século XVI até ao século XX. Encontram-se registadas atualmente trinta exemplares de âncoras oriundas dos mais variados tipos de embarcações, desde o século XVI. Estas âncoras são testemunho ou de erros na ancoragem, cometidos por pilotos não familiarizados com as características do fundo vulcânico da baía, quer de manobras, quase sempre desesperadas, das embarcações em dificuldades que, na iminência de um naufrágio, cortavam as amarras, em busca da proteção do mar alto. Com essa manobra, contavam escapar aos perigosos ventos de Sul e Sueste, uma combinação conhecida localmente como "vento carpinteiro", assim denominado por jogar contra a costa os navios que, após naufragarem, tinham a sua madeira reaproveitada na construção de edificações na cidade de Angra.

 

Além do interesse arqueológico que este parque apresenta - é o único parque arqueológico subaquático do país -, é digna de registo a sua variada fauna e flora marinhas.

 

O Cemitério das Âncoras como local de mergulho

A profundidade média do mergulho variável desde os 15 metros até cerca de 35, apresentando um fundo formado por pequenas rochas e areia. Apresenta características úteis para fotografia tanto dos destroços como das espécies marítimas que o frequentam, tanto diurno como nocturno. Devido a não ser considerado um local perigoso é classificado como Bom para mergulho que pode ser efectuado tanto de dia como de noite.

Ancoras B (canhões P.das Pipas)

Localiza-se por trás do molhe do porto de abrigo da baía de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, nos Açores. Constitui-se num sítio arqueológico subaquático, inserido no âmbito do Parque Arqueológico Subaquático da Baía de Angra do Heroísmo.

Características

Os seus limites estendem-se por toda a extensão do molhe do porto, a profundidade a que os artefactos se encontram varia da cota de 12 metros numa zona de pedras, até alcançar os 20 metros de profundidade, numa zona mista de areia e pedra.

Aqui pode se encontrar várias ancoras e um canhão este último com muitas incrustações e de difícil identificação.

 

O acesso deve ser feito necessariamente de barco e o grau de dificuldade do mergulho é classificado como "facil", tendo em vista a profundidade. Embora não seja um local de correntes marítimas fortes encontra-se dentro da zona portuária do Porto das Pipas e, portanto, próximo a movimento de embarcações.

No local é possível observar uma grande variedade de tipologias de âncoras e canhões cujos estilos se estendem desde o século XVI até ao século XX. Estas âncoras são testemunho ou de erros na ancoragem, cometidos por pilotos não familiarizados com as características do fundo vulcânico da baía, quer de manobras, quase sempre desesperadas, das embarcações em dificuldades que, na iminência de um naufrágio, cortavam as amarras, em busca da proteção do mar alto. Com essa manobra, contavam escapar aos perigosos ventos de Sul e Sueste, uma combinação conhecida localmente como "vento carpinteiro", assim denominado por jogar contra a costa os navios.

Este aglomerado de artefactos já não se encontra na sua posição original foram traladados vários objetos para permitir o aumento do porto comercial da baía de angra do Heroísmo. Alguns desses artefactos foram mesmo retirados e poderão ser vistos no Museu de Angra do Heroísmo.

O Âncoras B como local de mergulho

A profundidade média do mergulho variável desde os 10 metros até cerca de 20, apresentando um fundo formado por pequenas rochas e areia. Apresenta características úteis para fotografia tanto dos destroços como das espécies marítimas que o frequentam, tanto diurno como noturno. Devido a não ser considerado um local perigoso é classificado como Bom para mergulho que pode ser efetuado tanto de dia como de noite.

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